segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O mito de Anteu


Esta imagem remete-me ao meu sentimento telúrico, de recargar as forças quando volto a minha lezíria

Fado

O homem do Ribatejo

"O homem do Ribatejo tem de sobejo, coisas do céu
A chuva que vem do cimo, o sol a pino e a mão de Deus
Terra que em ondas de mágoa, faz do campino um valente
O Tejo dá-nos a água que quer abraçar a gente

Pega um toiro em Alcochete
Vai cantar a Vila Franca
Monta um baio em Salvaterra de calção e meia branca
Vai à feira a Santarém
Há fandango em Almeirim
Nas adegas do Cartaxo bebe um sonho até ao fim

Irmão da terra e do gado, cantor de fado, homem de fé
Traz a lezíria no peito, não perde o jeito de ser quem é
Cresceu nus crinas do Tejo, sabe brandir quando quer
O aguião do desejo nos braços de urna mulher

À Senhora do Castelo, em Coruche, a oração
E na Feira do Cavalo da Golegã, animação
Já passou pela Chamusca, entrou numa tasquinha
Vai também a Benavente pela festa da sardinha"


de João chora

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